16.2.15

Estes dias


Ando ocupada limpando a sujeira da reforma e colocando os livros nas  prateleiras outra vez. Trocamos duas janelas, fechamos outra e ganhamos uma parede inteira, agora as duas estantes ficam lado a lado e temos mais espaço no quarto de tralha (que espero que deixe de ser só de tralha).

Cismei em pintar algumas cadeiras e mesa de branco e também ocupei algumas horas com isso. Não ficaram perfeitas, mas também não ficaram feias. Ando obcecada por móveis e ambientes brancos ultimamente. Acho bonito, limpo, claro. Sinto muita falta de ambientes luminosos.

As zínias estão secando e anunciam que a época das borboletas está chegando ao fim.



Borboletas acabam tristemente. Perdem pedaços de asas e não conseguem mais voar direito.


Em relação à cozinha. Fiz broinhas duas vezes. Usei a receita da Neide Rigo que é muito boa, mas ainda não cheguei na broinha mineira ideal, oca por dentro e com uma consistência mais elástica, tipo choux, estas ficam com uma textura mais próxima do bolo de fubá. Mas um dia ainda acerto.


E comprei uma composteira com minhocas! Nem acredito. Fechei tudo pela internet e o "equipamento", com minhoca e tudo, veio pelo correio. Queria diminuir um pouco do lixo orgânico que vai para, bem, o lixo. Comprei uma composteira de 36l e, em menos de uma semana, já enchi 2/3 da primeira caixa. Produzimos uma quantidade absurda de lixo orgânico e começo a questionar se as minhocas terão tempo de transformar o material da primeira caixa em húmus antes que termine de encher a segunda. Desejo estabelecer um círculo virtuoso por meio da composteira: lixo orgânico - composteira - adubo para o jardim.

E por falar em jardim, quase todas as mudas de frutíferas que plantei e podei estão começando a dar brotos. Cuidar de plantas tem me dado um prazer imenso (ou talvez seja minha desculpa para não começar a reescrever minha dissertação).



1.2.15

O fim de semana

Fim de semana teve granola caseira - sem receita, atualmente uso o que encontro em casa além da aveia - clericot, deliciosa sangria de vinho branco, e frango na airfryer (agora coloco o aparelho na lavanderia para evitar a defumação quando preparo alimentos mais gordurosos).

Choveu. Relampejou. Fiquei sem internet. Mas teve arco-íris e gotas nas folhas de mamão. 

Plantei os coqueiros, fiz mais algumas podas e arranquei alguns arbustos. Estou louca para arrumar mais algumas mudas diferentonas. Talvez em em maio-junho, vamos ver. Bateu o espírito jardineiro.



29.1.15

Em se plantando, tudo dá


Depois de cortar e podar loucamente as árvores dos fundos no ano passado, resolvi me redimir repovoando a terra devastada. Pedi mudas de várias frutíferas: jambo-cereja (vi no blog da Neide e fiquei morrendo de vontade de ter um pé), banana-nanica, dois coqueiros anões (marido quer água de coco), nêspera (adoro, mas quase não encontro no mercado), lichia, chá-verde e caqui-chocolate. Aproveitei também e pedi mudas de alpínia, buquês-de-noiva e érica japonesa. Veio tudo do viveiro Ciprest, do Sr Edilson Giacon (vi a indicação também no Come-se). Ele tem um lista enorme de mudas de frutíferas e plantas ornamentais. O próprio Edilson fez a entrega e, de brinde, me deu uma muda de streptosolen

Mal recebi as mudas e já plantei quase todas, faltaram só os coqueiros que são maiores, já estava com o corpo quebrado de cavar e carregar baldes de composto de um lado para o outro, não dava mesmo.

Quero colocar algumas ideias sobre poda deste livro em prática. Será ótimo se funcionar, pretendo evitar que as árvores fiquem enormes e impossíveis de cuidar no futuro.


E lembram-se dos sapinhos? Eles ainda continuam pulando pelo quintal. Já me acostumei e não ligo (desde que não entrem dentro de casa).


Mariposa bonitona na lavanderia.


23.1.15

Borboletas e outros seres

Está aberta a temporada de borboletas mais uma vez! Espalhei algumas sementes de zínia que ganhei de  meu pai e elas floriram bem este ano. Apesar do calor, sol e seca terríveis, as plantas aproveitaram cada gota das últimas chuvas e estão crescendo com rapidez. 



Observei um fenômeno estranho esses dias. Há uma quantidade enorme de sapinhos no jardim. Eles são muito pequenos e saltam pela grama quando passo.


E esse é o nosso lagarto de estimação. Ele sempre dá uma volta pela hora do almoço e, quando me vê, corre para dentro da tubulação de água da calha.


No mais, este começo de ano tem sido calmo. Temos obras a partir da próxima semana e estou me preparando psicologicamente para isso. Tive que esvaziar um cômodo e empilhar centenas de livros em outro lugar. Quando tudo ficar pronto, eles voltam para as estantes. (Também preciso me preparar psicologicamente para isso). 

Já a melhor aquisição dos últimos tempos foi uma airfryer. Estava meio cética quando o marido veio com a ideia, mas depois de fazer batata-frita quase sem óleo e um salmão com batatas delicioso com ela, fui convencida. Ela chegou há dois dias. Hoje faço quibe e amanhã uns pastéis. Sei que com o aumento da energia e um racionamento iminente, ela pode não ser tão interessante, mas, por enquanto, estou adorando a experiência. 

(Update: descobri dois poréns em relação à minha airfryer. Ela é da Philips Walita e, talvez por ter uma cesta aramada por onde o ar circula com maior facilidade, quando a gordura cai na cuba e queima, produz uma fumaça terrível - fiz costelinha de porco e tive que abrir portas e janelas. O mesmo acontece com os empanados, quando a farinha cai lá embaixo, acaba sendo levada para o lado de fora pela ventilação. Muito chato. Parece que os modelos das outras marcas não têm esse problema. Só posso acreditar que isso ocorra devido ao tipo de cesta, a da Mondial, por exemplo, é mais fechada. Ganha-se de um lado porque a fritura me parece mais rápida, mas perde-se por outro. Vou tentar forrar o fundo com um pouco de papel alumínio para ver se o problema é minimizado).




1.1.15

Novo ano

Mais um ano. Como sempre, espero que seja bom. Traga novas experiências, lugares e sabores. A comemoração foi simples, só nós dois como sempre. Bebemos champanhe, comemos casquinhas de vieira. Fiz torta de limão.

Já tenho algumas tarefas para este início de ano. Pequenos planos. O que sempre é bom.

Por exemplo, plantar as mudas de cerejeiras que produzi usando sementes de cerejas comerciais. Espero que vão para frente. Também consegui produzir uma muda de maçã da mesma forma. E uma das sementes de tamarindo que trouxe de Alagoas e a de sapoti estão com folhas, espero que gostem daqui.

minhas mudas
zínias, meu pai deu as sementes
acerolas outra vez

30.11.14

Santiago - 2014


Voltamos a Santiago após dois anos. Outro bairro. Lugares novos e outros já conhecidos.

Estava com uma preguiça imensa de andar com a máquina fotográfica, por isso, tirei fotos apenas de nosso corrido tour por Viña del Mar e Valparaíso. Faltou ver o Pacífico da última vez, fizemos isso agora. Viña tem um quê de Punta del Este; Valparaíso, um quê de Ouro Preto com suas ladeiras, casas e casarões coloridos. 

Santiago. Gosto de Santiago apesar de achar a cidade movimentada e barulhenta. Cidade de casais de namorados sentados sobre a grama nas praças e na margem do rio. Como em Buenos Aires, os carros esperam os pedestres atravessarem a rua, isso não devia me impressionar, mas sempre me impressiona. E há bicicletas e gente saudável. E cães, muitos. Lindos e fofos. Um pouco de todo mundo como os gatos da Itália. Se fotografasse todos os que vi, daria um livro. 

Buenos Aires é uma senhora que procura manter sua dignidade apesar dos tempos bicudos. Montevideo, um senhor simpático que gosta de passear com seu cão. Santiago é uma jovem boêmia (com uma preferência por tons de cinza).

Estávamos no metrô quando, de repente, um bando de jovens, cada um carregando um instrumento musical, se reuniu no centro do vagão e tocou jazz. Tocavam bem e foi algo bonito.

Vamos ao cinema apenas quando viajamos. A última vez foi em Buenos Aires, há três ou quatro anos atrás, quando vimos Meia-Noite em Paris do Woody Allen. Tentamos assistir a Guardiões da Galáxia em Montevideo, mas não conseguimos. Na primeira tentativa, os ingressos estavam esgotados; na segunda, não havia sessão naquele dia da semana. Em Santiago, vimos Interstelar e Jogos Vorazes (Juegos del Hambre - Sinsajo, em espanhol). Não gostei de nenhum dos dois. Interstelar me pareceu um dramalhão sci-fi e meus personagens preferidos são os dois robôs e a menina, nessa ordem. Ao menos o primeiro Jogos Vorazes tinha alguma ação. Cansei de ver a Jennifer Lawrence chorar desta vez.

O preço dos livros poderia ser melhor no Chile. Eles são bem mais caros do que aqui. Pena. Há autores chilenos muito bons. Não sei explicar, mas tenho essa impressão de que os escritores dos países de língua espanhola são sempre profundos.

Também experimentei o mote con huesillo, a sobremesa/bebida feita com trigo cozido e calda de pêssego desidratado. E gostei. E comprei cerejas a R$ 15,00 o quilo na rua. E caixinhas de framboesas e blueberries. E achei o iogurte delicioso, mesmo o mais vagabundo. E andei, andei e andei. Quase sempre pelas mesmas ruas, é verdade, para me saturar mesmo. Foi bom. 


 
 
 
As alpacas da vinícola Emiliana
O "mato" chileno é muito bonito
Relógio de flores em Viña. Impressionante como todos tiram selfies aqui
 
 
 
 
A disputada foto na frente do moai (original trazido da Ilha de Páscoa) na frente do museu Fonck em Viña del Mar
 
Apartamentos em degrau em Viña
Vista da casa do Neruda em Valparaíso, não entrei (e confesso que Neruda não é um de meus favoritos)
A casa de cinco andares de Neruda, a Sebastiana
Valparaíso é colorida
Há desenhos em todos os lugares
O funicular (o estado de conservação deixa a desejar)
Valparaíso também "roubou" o mar, no passado, a água chegava até a metade da Praça Sotomayor
Antigo e novo, edifício Grace
Pobre Arturo Prat, virou poleiro de gaivotas