A sensação de coisas estagnadas,
ruas de terra e pó no final das tardes.
Não sabia para onde iria,
não parecia haver saída.
Os cães dormiam à sombra dos muros,
mulheres gritavam pelos filhos
do interior das casas.
Deixei várias pequenas cidades,
mas elas nunca me abandonaram.
Sonhei com capitais,
mas elas me pareciam demasiadas,
sumiria na sua multidão sem nome.
Pensei em países estrangeiros,
mas o que encontraria?
Talvez outros cães, outras tardes,
ainda assim, o nó na garganta seria o mesmo,
não se desfaria com outra comida,
com a água de outras fontes.
Todas as pequenas cidades,
estão no mapa da minha
carne.